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Boaventura de Sousa Santos

Revista Arte + Cultura | 02 Mar 2016

NOVOS REFLEXOS E REFLEXÕES

 

“Portugal não tem destino. Tem passado, tem presente e tem futuro”.Esta é uma das 11 teses expostas por Boaventura de Sousa Santos em Pela Mão de Alice – O Social e o Político na Pós-Modernidade, datado já de 1994, mas que o sociólogo ainda defende ao continuar a opor-se ao que designou por “jeremiada nacional” – “um discurso de decadência e de descrença” que “quando projeta uma ideia positiva do país fá-lo de modo elitista e desfocado e por isso está sempre à beira da frustração, da queda e do ressentimento”.

 

É contra este ritual do lamento, esta lengalenga de lamúria que se prolonga, que Boaventura de Sousa Santos se insurge. Com uma visão muito particular sobre Portugal e os portugueses, longe de acreditar que o país está inevitavelmente condenado à passividade, o sociólogo considera que as atitudes e formas de estar no mundo dos portugueses se devem sobretudo à posição semiperiférica que o país teve ao longo de séculos e ao facto de ser um país de “desenvolvimento intermédio” integrado numa União Europeia que cada vez mais se distancia do seu objetivo inicial, o “grande sonho de uma Europa solidária”, e que se tem a ela própria como o centro do mundo. (…)

Publicado na ROOF 1


Texto: Paula Monteiro
Fotos: CES

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