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ESAD

Revista Design | 15 Set 2016

JOSÉ BÁRTOLO

 

Um conceito de ensino expandido, abrangendo não apenas a aprendizagem do design, mas igualmente a reflexão sobre a prática e a lecionação da disciplina; uma abertura permanente à comunidade; uma ampliação da noção de aula muito para além do espaço confinado da sala; a parceria com múltiplas instituições e a aposta na criação de uma vasta rede de contactos internacionais – são estes alguns dos elementos diferenciadores da formação proporcionada pela Escola Superior de Artes e Design [ESAD]. Graças a estas componentes distintivas os estudantes da ESAD adquirem ferramentas, conhecimentos e capacidade reflexiva que os torna não apenas aptos para a idealização e criação de objetos tangíveis ou intangíveis, mas também para a participação na realidade, transformando-a cultural, política e socialmente.


P:
Nestes 27 anos, a ESAD tem-se afirmado pela conciliação da formação pedagógica com um ambicioso projeto científico e social. É este ensino “expandido” que estabelece a diferença da ESAD para as demais instituições de ensino de design nacionais?

R: Quando a ESAD foi fundada, em 1989, o principal elemento diferenciador relacionava-se com uma melhor preparação dos alunos do ponto de vista tecnológico. Estávamos no momento de transição para o digital e a Escola apostou na informática, nos equipamentos e na escolha de docentes. Com a evolução da ESAD – e 2001 é um momento-chave dado que a Escola teve um forte envolvimento na Porto, Capital da Cultura –, a instituição preocupou-se não apenas com o ensino do design, mas também com uma reflexão sobre o próprio ensino. Mais tarde, foi realizada a promoção da Escola sobretudo por atividades de portas abertas à comunidade. Nestes últimos 15 anos a ESAD apostou numa consolidação do seu prestígio através da investigação científica, da inovação social, dos projetos em parceria com um conjunto de instituições culturais e de municípios. A nossa relação de há muitos anos com a Câmara Municipal de Matosinhos é muito importante, não só pelas oportunidades que cria para a Escola, mas pela forma como nos permite trabalhar a escala da cidade. Este é um fator essencial, porque o ensino do design não pode corresponder a modelos pré-definidos, mas deve valorizar uma dimensão crítica, que é mais factual quando os estudantes saem da sala de aula, se confrontam com problemas efetivos e têm de encontrar estratégias para os estudar. 

P: A ideia da aula como espaço de experimentação é também uma característica do tipo de ensino da ESAD. Sem experimentação não há criatividade?

R: Sem experimentação a criatividade fica condicionada e o modo como se pensa fazendo fica empobrecido. Saul Bass, designer norte-americano, pensando no design de comunicação, deu a seguinte definição: “Design is thinking made visual”. É um processo de pensamento que se transforma em algo de visível. E esta dimensão de pensamento em design faz-se experiencialmente. Há uma frase de um filósofo pré-socrático, Anaxágoras, que faz referência a um pensar com as mãos. Em design não se pensa apenas com as mãos mas pensa-se muito com as mãos, pensa-se muito através dessa manualidade, dessa experimentação dos materiais, desse testar de soluções, portanto a dimensão laboratorial é decisiva.
(...)

Publicado na ROOF 4

 

 

Texto: Paula Monteiro
Fotos: Orlando Fonseca e ESAD

 

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