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No Meu Tempo É que Era

Revista Arte + Cultura | 02 Mar 2016

 

“No meu tempo é que era!” é uma frase que se ouve amiúde por entre os velhos do Restelo portugueses. “Havia respeitinho!” é, normalmente, a frase que se segue, por entre o virar de uma mini e o apagar de mais um cigarro no cinzeiro já cheio da tarde de segunda-feira. Está Portugal pior ou com o tempo vamos esquecendo o que de pior passou e ficam apenas as boas memórias, como se de um luto se tratasse? Acho estranho, o povo português tem a memória de uma namorada vingativa que guarda aquela vez que lhe dissemos que o vestido lhe ficava mal e não as outras mil que lhe dissemos que era a mulher mais linda da festa. Há crise? Há. Há desemprego? Há. Há amnésia seletiva de quatro em quatro anos na altura de se ir às urnas? Sim, há. Sempre houve, pelo menos desde o tempo em que se pode votar livremente.
Há menos respeito, hoje? Não. Há é menos medo de desafiar a autoridade, seja ela do Governo, dos patrões ou da Igreja. A geração “rasca”, a geração “à rasca” e a geração de agora, a “desenrasca”, é sempre melhor que a anterior. Quão melhor?
Fim da ditadura e da censura. Mais ou menos.
O racismo e a xenofobia são cada vez menores. Excetuando o caso dos refugiados sírios, claro. As mulheres têm o mesmo acesso à educação que os homens e os ordenados estão cada vez mais equiparados. Só falta os homens também poderem entrar à borla nas discotecas.
(…)

Publicado na ROOF 1

Texto: Guilherme Duarte, autor do blogue Por Falar Noutra Coisa
Ilustração: Sara Pinto

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