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Sou Fujimoto

Revista Arquitetura | 02 Set 2016

NO MUNDO DA FLORESTA

 

Íntima relação entre natural e artificial, ligação fluida entre o dentro e o fora, conexão entre o ambiente e o Homem em substituição da conformidade do espaço ao ser humano, são alguns dos princípios da arquitetura de Sou Fujimoto. As obras do arquiteto japonês transportam para a floresta urbana de Tóquio as memórias do arvoredo de Hokkaido, ilha de bosques, rios, rochas escarpadas e pastagens onde Fujimoto nasceu e cresceu. Nessa cidade de edifícios arrojados, de emaranhados de casas, prédios, ruas e avenidas, nessa metrópole feita de camadas de tempo e matéria, Sou Fujimoto descobriu semelhanças com a floresta da sua infância pela tortuosidade de becos e vielas entre as casas, pela correspondência entre os pequenos universos de Tóquio e os recantos recônditos do bosque, pela analogia da diluição das árvores no horizonte com a relação contínua entre casa e cidade, numa fusão de público e privado.
Sou Fujimoto explica, nas respostas que dá à ROOF, a origem do seu conceito de arquitetura, os motivos da sua opção pela não realização de um estágio num atelier e a sua perceção da não separação de natureza e de artificialidade, pois é no que está entre elas que se localizam as potencialidades de uma nova arquitetura. É neste espaço intermédio, neste território in-between, entre o natural e o artificial, entre o interior e o exterior, que está, segundo Fujimoto, o futuro da arquitetura.

P: Nasceu no Japão, em Hokkaido, onde cresceu envolto em floresta e montanha, tendo depois ido viver para Tóquio, cidade densa, compacta, artificial. De que forma estas paisagens e vivências estão presentes na S/ arquitetura?

R: Cresci numa região abençoada por um rico ambiente natural. Enquanto criança, brincava sempre na floresta. A floresta concedeu-me a sensação e o sentido de infinitude, de segurança ou de exaltação despertada pelo facto de não ser possível ver o que estava mais à frente. Penso ser esta a origem da minha arquitetura. Por outro lado, só me apercebi desta tão grande riqueza da floresta quando fui viver para a cidade de Tóquio. Apesar de Tóquio parecer estar em total oposição a Hokkaido, aquelas ruelas tortuosas que serpenteiam através das pequenas casas podem ser comparadas com uma floresta formada por elementos artificiais. Conseguia sentir a mesma sensação de diversidade, segurança e exaltação. Desde essa época, comecei a compreender a floresta de Hokkaido e a cidade de Tóquio como os diferentes resultados de uma mesma origem, facto que constitui o fundamento da minha arquitetura.
(...)

Publicado na ROOF 4

 

@L`Arbre Blanc, (c) SFA+NLA+OXO+RSI


@House NA - (c) IWAN BAAN


@Milles Arbres, (c) SFA+OXO+MORPH

 
@Milles Arbres, (c) SFA+OXO+MORPH


@House N - (c) IWAN BAAN


@House N - (c) IWAN BAAN


@House N - (c) IWAN BAAN


@Souk Mirage Particles of Light, (c) SFA

 

Texto: Paula Monteiro

Sou Fujimoto

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