Cortiça

UM MUNDO DE INFINITAS POSSIBILIDADES

Não era totalmente falso se escrevesse que a cortiça é matéria-prima para toda a obra. São muitos os negócios que este material tem permitido nos últimos anos. Se, até há pouco tempo, cortiça era sinónimo de rolhas, hoje as suas aplicações variam das mais artesanais às mais tecnológicas. Matéria-prima nobre, produto português de excelência, a cortiça tem-se afirmado como um dos segredos dos negócios nacionais.

Sendo 100% natural, a cortiça é essencial para criar novas oportunidades numa economia verde. Por ser um material sustentável, a cortiça, que corresponde à casca do sobreiro, parece imparável no seu crescimento e consolidação. Cada sobreiro demora 25 anos até poder ser descortiçado pela primeira vez, podendo ao longo da sua vida, em média 200 anos, ser descortiçado cerca de 17 vezes.

Responsável por uma fauna e flora equilibradas para o ambiente e por gerar negócios e valor, a cortiça é hoje aplicada em diferentes sectores, desde a construção civil à aeronáutica, passando por artigos de moda e de decoração, numa infinidade de produtos: serve para isolamento acústico e térmico, de revestimento, para fazer instrumentos musicais, sapatos, malas, joias, canas de pesca, guarda-chuvas, bens de consumo para a casa, objetos de iluminação, mobiliário de luxo, caiaques, componentes para automóveis e… rolhas. Através da APCOR – Associação Portuguesa da Cortiça – é fácil perceber que a cortiça faz parte do futuro. O peso da rolha nas exportações é significativo, mas outras áreas começam a despontar nas balanças comerciais. Para isso, muito tem contribuído a Corticeira Amorim, a maior empresa transformadora de produtos de cortiça do mundo, ao investir 5 milhões de euros anualmente em investigação, desenvolvimento e inovação. (…)

Publicado na ROOF 1

Texto: Ângela Rodrigues

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