Dalva Duarte

LIBERDADE MONUMENTAL

 

Tudo começou tinha Dalva três anos, quando descobriu o carvão e começou a pintar as paredes de casa. A lama, de diferentes tons e guardada em frascos, paus, vassouras, os próprios dedos – tudo servia para se expressar. Vivia na quinta do avô, no interior do Brasil, sem acesso a museus ou, naquela altura, mesmo à escola. “Pensava que estava a criar a pintura.”
A mudança para uma pequena cidade trouxe-lhe a escola, mas também a frustração de usar apenas lápis de cor. Por isso continuou a usar os seus materiais até que o pai, cujo apoio “foi fundamental”, lhe comprou “um set de óleos e pincéis”. Aí, começou “a pintar em pedaços de madeira e em peças de metal recuperadas”.
Hoje em dia, Dalva Duarte, admiradora de Picasso desde muito jovem, vive e trabalha em França – tendo já estado em Inglaterra e nos EUA –, mas continua a não conseguir definir o seu estilo artístico. Não tenta colocar-se “num molde ou numa caixa” porque a “liberdade de expressão é[-lhe] essencial”.
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Publicado na ROOF 12

 

 

 

Texto: Inês Mendes

Fotos: Claude Fougeirol, Philippe Petiot, William Renner

Dalva Duarte

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