SAARANHA&VASCONCELOS

DE LISBOA PARA O MUNDO

 

Estávamos em 1985 e, em Portugal, havia ainda muito por descobrir nas áreas da arquitetura e do design de interiores. Carmo Aranha e Rosário Tello eram duas jovens amigas com sede de fazer diferente, de fugir aos padrões convencionais. Do mundo, chegavam novidades incríveis, novos desenhos, outras soluções. Foram as viagens e a forte determinação que fizeram com que Carmo e Rosarinho começassem a criar peças de decoração que rapidamente lhes trouxeram a experiência e a admiração de que precisaram para crescer. Foi sobretudo a trabalhar para amigos que deram os “primeiros passos para fazer diferente”, e breve passaram a responder a convites nas áreas empresarial e comercial. Nascia, em Lisboa, a SAARANHA&VASCONCELOS.

 

Nesta profissão, o que vos dá mais prazer? E o que é mais desafiante?

Criar! É aquilo que mais gostamos de fazer. Mas criar é apenas parte de um processo que passa por variadíssimas fases, que vão desde um conhecimento profundo dos clientes que nos procuram, das suas expectativas, da vivência que querem dar aos ambientes que iremos criar, das suas rotinas, até à satisfação total com o resultado do nosso trabalho. Não conseguiríamos criar o ambiente perfeito para cada cliente sem o conhecer profundamente. Dizemos sempre que não saímos de casa dos clientes enquanto eles não estiverem 100% satisfeitos. É também esse um dos grandes desafios. Mas também aquele que nos faz ter um orgulho imenso em deixar a marca SA&V em cada um dos nossos projetos e vê-la reconhecida.

 

Quais são as principais diferenças entre desenhar um projeto de interior para uma casa ou projetar a decoração de um espaço público, como uma loja ou um restaurante?

Quando criamos um projeto para uma casa particular, aquilo que temos que ter em conta são os gostos do cliente, as suas expectativas, a vivência que quer dar aos ambientes, as suas rotinas. Criamos os ambientes à sua imagem e numa perspetiva muito personalizada. Aqui o céu é o limite e os desejos dos clientes são o motor das nossas ideias. Quando pensamos num espaço público temos que ter em conta outro tipo de fatores, como o alvo a que se destina ou a natureza do negócio. Se se trata de um negócio mais fun, como uma loja ou um restaurante para um target mais jovem ou irreverente, podemos arrojar e ter ideias mais ‘fora da caixa’. Mas se, por outro lado, se tratar de um ambiente mais institucional e formal, toda a criatividade terá que ser mais sóbria. Mas, obviamente, em tudo tem de haver equilíbrio, mesmo no exagero. Cada caso é um caso.
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Publicado na ROOF 13

 

© VH270

© Montse Garriga Grau

© Montse Garriga Grau

© Montse Garriga Grau

© Marc Paris

© Miguel Ângelo

 

Texto: Isadora Faustino

SAARANHA&VASCONCELOS

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