Almeja

PARA IR E VOLTAR

 

Há qualquer coisa de especial quando chegamos ao Almeja. Qualquer coisa de casa. De familiar. Um sentimento de pertença. Como se aquele lugar fosse nosso também, mesmo não sendo. É no número 819 da rua Fernandes Tomás, no Porto, que nos encontramos. No lugar onde em tempos funcionou uma mercearia – a Japonesa – o Almeja recebe-nos como quem nos recebe em casa. Em casa da Sofia e do João, marido e mulher, e os donos deste restaurante. Tudo ali foi detalhadamente pensado para que quem chegue não tenha vontade de ir embora. Faz querer estar. Almejar significa desejar muito, querer, sentir. E o espaço não poderia combinar mais com o nome. A decoração, do mais simples e acolhedor, ainda preserva algumas memórias do passado, como o chão da entrada e os azulejos pintados à mão dos rodapés, ou o enorme espelho que cobre por inteiro uma das paredes da sala principal e confere amplitude ao restaurante. A riqueza deste lugar está na simplicidade. E nos pormenores, que nos foram acompanhando durante toda a refeição. Ficámos numa das duas mesas das montras que têm vista para a rua. Quem passa, para sempre para olhar. Para nos olhar. Também nós, àquela hora, protagonistas do Almeja. Com um conceito casual fine dining, no Almeja o mais importante é a valorização dos produtos e, por isso, João Cura vai adaptando a carta às quatro estações. A cozinha de João “é uma cozinha de memórias”, daí que muitos dos pratos que o chef vai introduzindo na carta sejam lembranças de sabores que conheceu na infância. Provámos o Menu Degustação da carta de primavera, que nos levou numa memorável viagem pelos sabores do restaurante.
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Publicado na ROOF 15

 

                      

                      

                      

 

Texto: Isadora Faustino
Fotos: Cortesia Almeja

Almeja

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