Carlos Guimarães

Herança e contemporaneidade.

A segunda conferência do ciclo ESCOLAS: Complexidade e Interpretação foi dirigida pelo professor Carlos Guimarães, que nos falou sobre Herança e Contemporaneidade, desafios na afirmação de uma identidade.
No auditório Fernando Távora, da Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto (FAUP), Carlos Guimarães fez um resumo das características arquitetónicas dos liceus em Portugal, tal como eram pensados no passado, da organização e distribuição dos espaços. Dentro dos diferentes exemplos apresentados, foi possível perceber que a “organização interna, a forma de pensar o equipamento e a relação com a cidade [era] comum aos diferentes liceus”. Já o Liceu de Guimarães – o caso de estudo apresentado por Carlos Guimarães – foi construído de forma diferente: por exemplo, já não existia um eixo central e havia liberdade de composição das fachadas. Esta foi a escola intervencionada por atelier de Carlos Guimarães, no âmbito do programa Parque Escolar, onde, acima de tudo, “se procurou mexer o menos possível na organização da escola como ela foi inicialmente pensada” e, ao mesmo, tempo, responder às novas necessidades – como, por exemplo, melhores condições acústicas e um espaço coberto para a prática de desporto ao ar livre. Muito importante “foi manter a identidade da escola”, algo que os arquitetos demonstraram através da preservação do telhado do edifício de entrada e de guardas antigas das escadas.

A próxima conferência será apresentada por Rui Melhada, e terá lugar hoje, 13 de março, pelas 15h, também no auditório Fernando Távora, na FAUP.

Fotos: Inês Mendes

FAUP

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