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Joana Astolfi

Revista Design | 21 Set 2018

A CARTOGRAFIA DAS EMOÇÕES

 

“Não tenho pressa para nada. Estou muito grata. Estou muito bem onde estou neste momento. Estou toda aqui e onde eu estou é eterno. Vivo a vida assim.”
Rebobinemos. Voltemos ao princípio. Se bem que poderíamos contar esta narrativa com a mesma intensidade quer começássemos pelo início ou meio. É a história de Joana Astolfi. Sentada numa cadeira em sua casa, com a filha Duna a recolher-se carinhosamente no regaço, Joana desfolha alguns anos da sua vida para nos contar como chegou ao momento em que nos encontramos. O que a liga às coisas, às pessoas. “A arte tem sido o meu ponto de partida e é sempre meu ponto de chegada”, avisa-nos aquela que é considerada uma das mais refrescantes personalidades da cena criativa atual. Dirige, em Lisboa, o Studio Astolfi, um projeto com cerca de 20 colaboradores, que constrói histórias singulares com base na arte e na arquitetura. “A arte no contexto do Studio Astolfi é estruturada, desenhada, enquadrada. Muitas vezes é site specific, parte sempre de um conceito, de uma narrativa. Ou seja, a base é contar uma história, é pesquisar o que está por detrás de um cliente, empresa, marca, objeto, seja o que for. E depois é criar a nossa própria história em cima dessa. Mas a arte é a essência do meu trabalho. Quando voltei da FABRICA (Centro de Investigação em Comunicação em Treviso, Itália), mais ou menos há 15 anos, tinha alguma pressão em cima porque tinha sido a primeira portuguesa a ir para lá e perguntavam-me sempre se eu era artista, arquiteta ou designer e eu respondia "o que é que isso interessa"? Nessa altura, o cruzamento destas áreas ainda não estava tão forte quanto hoje. Agora já tudo está mais diluído, está mais transversal.
Arquiteta de formação, confessa que, no início, estava dividida entre a arquitetura e a arte: “tenho um pai arquiteto e uma mãe que era galerista. Foi bom crescer nesses dois mundos, passando sempre muito pelo atelier do meu pai, a fazer maquetes com ele, ajudar no processo, a ver as coisas a crescer, ir às obras com ele. Lembro-me de ver os desenhos dele e depois pensar "puxa, como é que isto é possível, isto já está aqui, tem paredes". Isso fascinava-me.” Viveu no meio da galeria da mãe, das obras, nos estúdios dos artistas. A figura dos pais é essencial. “Se não fossem meus pais eu tinha de os ter na minha vida”, diz-nos com um sorriso profundo. Íntegro. Foi contaminada pela criatividade de ambos.
(...)

Publicado na ROOF 16

 

 

Texto: Cátia Fernandes
Fotografia: Studio Astolfi
Fotografia de retrato e Studio Astolfi: Isadora Faustino

Studio Astolfi

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