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PROMONTORIO

Revista Arquitetura | 02 Out 2018

CONVERSAS SOBRE ARQUITETURA

 

Nasceu como um estúdio experimental, em 1990, pela mão de Paulo Martins Barata, João Luís Ferreira, Paulo Perloiro, Pedro Appleton e João Perloiro e, hoje, o PROMONTORIO continua a assumir-se dessa forma na abordagem aos projetos, clientes e outras entidades. É um envolvimento que se assoma com o mesmo otimismo e entusiamo da primeira vez. E cada projeto é, de facto, único, porque é sempre entendido como uma nova oportunidade. Numa altura de grande produção, com o lançamento recente da publicação “Architecture of Leisure”, que reúne algumas das obras mais relevantes do PROMONTORIO nas áreas dahotelaria e design de interiores, Paulo Martins Barata e João Luís Ferreira foram a porta aberta para a descoberta de um gabinete que se apresenta com integridade nas diferentes áreas onde intervém. Íntegro nas ideias, integro na frescura com que se questiona diariamente. Íntegro porque assume com honestidade que “nada é verdadeiramente nosso”. Deixámos a conversa fluir.

 

O que é então a arquitetura?

Paulo Martins Barata
Penso que me identifico mais com a visão alemã que fala da arte de construir porque acho que não impede à ideia de arquitetura o seu conteúdo artístico, mas disciplinarmente não é arte, é Baukunst. Ao contrário dos franceses que a veem muito mais como parte do sistema Beaux-Arts

João Luís Ferreira
É muito difícil definir o que é arte hoje em dia. É logo a primeira dificuldade. A arquitetura traz-nos uma experiência total. O objeto arquitetónico é uma coisa que se cheira, que se ouve, que se vê, que se toca, que nos expõe diferentes materiais, a sua combinação. A arquitetura acaba por produzir não só uma imagem dentro da qual nós nos vemos, nos imaginamos e nos refletimos, assim como vivemos no meio disso. Não podemos deixar de viver no meio de arquitetura. O Paulo já construiu uma casa para ele, eu nunca construí uma casa para mim. Posso ser arquiteto, saber exatamente o que deve ser a arquitetura, mas eu sempre vivi nas arquiteturas que os outros fizeram. Mas não quer dizer que eu não vá acrescentar, com o que faço para os outros, um progresso qualquer. A arquitetura é uma experiência muito rica, total. É uma experiência onde todas as outras artes, de certa forma, estão refletidas. Enquanto na música temos uma relação quase instantânea, é uma abstração, mas é quase instantânea, nós temos uma emoção relacionada, com a arquitetura é uma experiência mais... mediada: o edifício ou uma praça têm uma mediação, criam uma relação que leva um bocadinho mais de tempo e depois tem a ver com a experiência que temos das coisas. Há muitas coisas de que gostamos apenas porque temos memórias delas. 

Paulo Martins Barata
Disseste que a arquitetura é abstrata? 

João Luís Ferreira
É abstrata.

Paulo Martins Barata
Não vejo a arquitetura como abstrata.
(...)

Publicado na ROOF 16

 

 

Texto: Cátia Fernandes
Fotografia: PROMONTORIO
Fotografia de retrato: Isadora Faustino

PROMONTORIO

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